Estado se posiciona contrário à ampliação do Horto

Em documento, Secretaria de Estado de Esportes de Minas Gerais afirma que a concessionária não pode, por conta própria, modificar a estrutura do Independência
A novela envolvendo Independência e América-MG tem mais um capítulo. O desta segunda-feira é favorável ao Coelho. Isso porque a Secretaria de Estado de Esportes de Minas Gerais, em documento anexado ao pedido do clube de antecipação de tutela na 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, afirma que Arena não pode, por conta própria, modificar a estrutura do estádio do Horto. É o que mostra a conclusão da nota publicada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assinada por Diego Jardin, coordenador da Unidade Setorial de PPP do gabinete da Secretaria de Estado de Esportes.
– Considerando as disposições contratuais, a Arena Independência Operadora de Estádio S.A não poderia efetivar por conta própria, sem a anuência do Poder Concedente, qualquer intervenção na estrutura do estádio, ainda que seja considerada uma estrutura provisória – conclui o documento, que também é assinado por Adão Luiz de Souza, Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado de Esportes, e Ricardo Alexandre Sapi de Paula, Secretário de Estado de Esportes em exercício.
Com isso, o América-MG ganha mais um apoio na briga na Justiça contra a ampliação da Arena Independência. O clube, que é dono no Independência (o estádio está arrendado pelo governo de Minas Gerais até 2037) alega que “não recebeu nenhum projeto ou tampouco o estudo para a ampliação e, consequentemente, não autorizou a referida benfeitoria”. Em contato com a reportagem, a assessoria da LuArenas, concessionária do Independência, afirmou que não vai se manifestar a respeito do documento.
Entenda o caso
Na última sexta-feira (7), a Justiça de Minas Gerais, por meio da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Comarca de Belo Horizonte, concedeu uma liminar proibindo a venda de ingressos para o setor da arquibancada móvel no Independência, que está sendo construído para a estreia do Atlético-MG em casa, na Libertadores. A decisão vale até a ação impetrada pelo América-MG ser julgada, o que deve acontecer nos próximos dias segundo apurou a reportagem.
Nessa decisão, além da proibição da venda de ingressos para qualquer evento a ser realizado no Independência, há também o impedimento do acesso de qualquer pessoa à arquibancada móvel. Caso haja descumprimento da decisão, a Arena Independência terá de pagar uma multa de R$ 100 mil para cada dia de desobediência da decisão.
O imbróglio gira em torno da tentativa de ampliação do Independência. A polêmica começou há cerca de duas semanas, quando um caminhão carregado com estruturas metálicas foi visto do lado de fora do estádio. A concessionária LuArenas afirmou então que teria autorização para fazer a mudança. No dia seguinte, por meio de nota, o América-MG anunciou que a informação era inverídica e que nunca houve autorização para ampliação do estádio.
A montagem das arquibancadas começou no dia 31 de março, como apurado pelo GloboEsporte.com. Operários estavam dentro do estádio começando a implantar os assentos extras. As mudanças não ficarão prontas a tempo da estreia do Atlético-MG, em casa, pela Libertadores, na próxima quinta-feira, diante do Sport Boys, da Bolívia. (Globoesporte.com)