Aristóteles Temponi Catarina é eleito novo prefeito de Santa Maria do Suaçuí

Vereador Aristeu Rocha foi eleito vice-prefeito; eleição indireta foi realizada nessa segunda-feira (11) depois que o então prefeito João Fidel (PV) renunciou.

O vereador Aristóteles Temponi Catarina (MDB) tomou posse como prefeito de Santa Maria do Suaçuí após eleição indireta realizada pela Câmara na noite dessa segunda-feira (11); o vice é Aristeu Rocha de Jesus (PV).

“Já estou na prefeitura trabalhando, não podemos deixar a cidade parar. Nossa prioridade é avaliar a situação do município para definir nosso trabalho, mas já vamos dar uma atenção especial para a saúde, que está precisando. Montamos um secretariado técnico e com experiência e vamos trabalhar muito a partir de agora”, afirmou o prefeito eleito.

A eleição contou com chapa única que recebeu 8 votos favoráveis e um contrário. Aristóteles Catarina tem 64 anos, é servidor público aposentado e foi eleito vereador pela primeira vez em 2016.

Mudanças na Câmara

Com a posse do novo prefeito, o vereador Jaci da Silva Pinto (MDB), que vinha exercendo o cargo de prefeito interino após a renúncia de João Fidel (PV), retorna ao cargo de Presidente da Câmara.

Os suplentes Sirlânio Inácio de Souza (PV) e Maria Beatriz Ferreira de Magalhães (SD) ocuparão as vagas dos vereadores na Câmara.

Outro suplente a assumir é Adriano Duarte de Oliveira Rocha (MDB). Ele já havia tomado posse e ocupava o cargo enquanto o vereador Jaci Pinto estava como prefeito interino. Com a saída do vereador Nei Carlos Honorato Braga (MDB) para ocupar o cargo de secretário municipal de saúde, Adriano Rocha assume a vaga deixada por Nei Carlos.

Entenda o caso

Em 3 de janeiro deste ano o então prefeito João Fidel (PV) renunciou ao cargo alegando motivos de saúde. Com a decisão, o Presidente da Câmara, Jaci da Silva Pinto, tomou posse como prefeito interino.

A eleição indireta realizada na Câmara Municipal nesta segunda-feira (11) é prevista no artigo 93 da Lei Orgânica do município. A legislação municipal determina que, em caso de vacância do cargo de prefeito nos últimos dois anos do mandato, o cargo é preenchido por meio de eleição realizada pelos próprios vereadores no prazo de 30 dias.

O pleito indireto estava marcado para o dia 3 de fevereiro, mas o processo foi suspenso por meio de liminar movida pelo Ministério Público para apurar suposto esquema criminoso envolvendo agentes políticos e particulares. A denúncia recebida pelo MP acusava o ex-prefeito de ter recebido propina e ter sido ameaçado para renunciar, bem como afirmava ainda que um dos vereadores já teria comprado votos para se eleger.

A Câmara Municipal recorreu e conseguiu a suspensão da liminar no dia 8 de fevereiro. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais considerou que as provas apresentadas pelo MP eram frágeis e não havia irregularidades no processo eleitoral.

Reprodução. G1.
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