Salum explica ações do América contra arbitragem e revela projeto audacioso

Presidente do Coelho diz que tem desafio de tornar o clube grande dentro do país
O próprio Marcus Salum considera que está mais maduro na atual gestão como presidente do América-MG. E, com a postura mais tranquila, ela concedeu entrevista para falar das polêmicas de arbitragem após o clássico contra o Atlético-MG. No jogo desse domingo, dois lances similares tiveram interpretações diferentes do auxiliar Guilherme Dias Camilo, fato que incomodou o mandatário alviverde.
– São dois lances difíceis. Mas se eu tivesse que apostar sem paixão, o do América foi muito mais dentro do gol que o do Atlético. Ele teria que ter dado os dois gols ou não marcado nenhum. Aquela certeza nos irritou. E o que mais nos irritou é a prepotência do bandeira. Ele disse: “eu sou três pontinhos, sei o que estou fazendo, não erro”. Você erra sim, filho. Só Deus é que não erra. Eu erro também. Ninguém precisou me segurar, porque não fiquei nervoso. Acho que errei ontem também. Em alguns momentos, peço desculpas ao futebol. Alguns minutos de insanidade. Fiquei possesso quando vi as figuras dos árbitros e quis externar meu lado torcedor, apenas isso. Depois dei uma entrevista com calma – disse Salum à Rádio Itatiaia.
O Coelho já tem planejado os passos que vai tomar para protestar contra os lances da derrota por 3 a 0 para o Atlético-MG.
– Eu já tive até greve dos árbitros mineiros, o árbitro e o bandeira estavam nisso. Até greve contra o América já teve. O América é um time mais maduro. Vamos seguir com o trâmite legal. Vamos entrar com um ofício contra os erros de arbitragem e queremos uma análise do departamento técnico. Não queremos frases bem feitas, mas análises reais do que aconteceu.
Por fim, Salum revelou que retornou ao principal cargo do América-MG por conta de um objetivo maior. O sonho do dirigente é tornar o clube um dos grandes do futebol brasileiro.
– Meu primeiro público é a torcida do América. A torcida do América tem que saber que a minha volta não foi porque eu queria voltar. Eu nem pensava em voltar. Eu sei que o América ainda precisa de um projeto nacional, de ser um time em nível nacional de Série A. Voltei para começar isso e encarar este desafio. Percebo que este desafio é grande demais. Quando optei em falar na coletiva, eu quis dizer ao Brasil que o projeto do América é se firmar como grande time nacional. Nós falamos para o Brasil tudo. O que aconteceu no jogo é um problema nosso regional. É um problema de muitos anos. Não vai mudar. Nós é que temos que mudar. É assim que funciona aqui.