Está no Ar

Recados No Ar





Envie seu pedido!

Justiça determina prisão preventiva de empresário acusado de utilizar sua agência para favorecer candidatos em Guanhães

Após receber denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que aponta a prática de crime eleitoral cometido, em setembro de 2016, por Antônio Carlos Alves dos Santos (Toninho), sócio da empresa Centro de Estudo e Consultoria em Pesquisa de Mercado, Marketing e Comportamento do Consumidor, em favor do então candidato à prefeitura de Guanhães, Geraldo José Pereira (Ladinho) a Justiça Eleitoral determinou a prisão provisória do empresário. Conforme informações repassadas pelas polícias Civil e Militar à 1ª Promotoria de Justiça de Guanhães, o denunciado encontra-se foragido.

Toninho é acusado de inserir declaração falsa em uma nota fiscal por serviço de publicidade, no valor de R$ 4 mil, emitida em favor de Ladinho com a finalidade eleitoral de não extrapolar o limite de gastos da campanha, além de ocultar a possível origem ilícita dos recursos. Segundo o MPMG, o serviço de marketing foi contratado por cerca de R$ 120 mil, porém, os gastos efetivos com a campanha chegaram a R$ 250 mil, ultrapassado o limite legal. “A apresentação de uma nota fiscal em valor tão abaixo do contratado tinha o fim eleitoral de ajustar os gastos da campanha ao limite estabelecido”, explica o promotor de Justiça Guilherme Heringer. Segundo ele, foram ainda apurados gastos não declarados na prestação de contas.

Além disso, na denúncia, consta que Toninho prestou declaração falsa ao município de Guanhães com o intuito de eximir-se do pagamento de tributos sobre a nota fiscal. O empresário foi denunciado pela prática do crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral (pena de até cinco anos de reclusão e multa) e por sonegação fiscal, crime previsto no artigo I da Lei 4729/65 (pena de detenção de até dois anos e multa).

Prisão preventiva
Ao solicitar a prisão preventiva, o MPMG apontou que o denunciado praticou crimes eleitorais de forma reiterada em diversas campanhas eleitorais, por meio de um esquema criminoso de manipulação de pesquisas de opinião, difamação eleitoral, pagamento de propinas e falsificação de documentos.

Além disso, foi apurado que ele ameaçou ex-funcionário e demonstrou a pretensão de foragir. Ao decretar a prisão, a Justiça Eleitoral buscou garantir a conveniência da instrução criminal e a ordem pública, de modo a evitar que o denunciado continue praticando os crimes. (MPMG)

Defesa

Nossa equipe tentou contato com a defesa de Toninho e com o própro denunciado, mas ambos não foram encontrados.